São Vicente de Paulo

Ele se tornou conhecido no mundo inteiro por causa da Sociedade São Vicente de Paulo. Esta Sociedade tão benéfica para a humanidade, porém, não foi fundada por ele, mas “em homenagem a ele”, por Frederico Ozanan, por causa do maravilhoso trabalho de São Vicente em favor dos pobres.

Vicente de Paulo tem uma história de superação que poucos conhecem. Filho de família humilde, de camponeses da França, foi ordenado padre aos 19 anos. Logo em seguida, viajando para uma missão, seu navio naufragou e ele foi parar numa ilha estranha. Lá, foi vendido e feito escravo de muçulmanos.

Sim. São Vicente de Paulo foi escravo durante mais de dois anos. Porém, seu testemunho de fé, amor e firmeza de caráter, acabaram por converter seu “dono”, que o libertou e levou-o de volta à França.

De volta à sua terra natal, Vicente de Paulo reassumiu seu sacerdócio e começou a transformar o mundo ao seu redor. Sensível às dificuldades dos menos favorecidos, tratou de organizar meios concretos e eficientes de ajuda aos necessitados, criando regras específicas para que o amor cristão prevalecesse.

São Vicente de Paulo organizou a caridade na Igreja. Com o objetivo de ajudar aos necessitados e dar a eles meios para superarem a miséria, ele fundou quatro congregações religiosas de homens e mulheres: os Servos dos Pobres, a Confraria das Damas da Caridade, a Congregação dos Padres da Missão e as Filhas da Caridade.

Por causa do sucesso e organização de suas obras no território francês, ele foi nomeado Ministro da Caridade pelo rei Luís XIII. São Vicente de Paulo era assim. Circulava tranquilamente nos palácios reais e, ao mesmo tempo, estava com os pobres. E só aceitava andar entre ricos, se isso, de alguma maneira, viesse a se reverter em ajuda concreta para os pobres.

Homem prático, grande líder e muito perspicaz, São Vicente deixou um legado inigualável para a humanidade. Ele não consegue ignorar a dor e o sofrimento em que vivem os pobres e os menos favorecidos. Em seu tempo, grande era o número de miseráveis e famintos espalhados pela França. Sua ação concreta evitou milhares de mortes e a humanidade deve muito a ele.

Apesar de toda organização e inteligência de São Vicente de Paulo, uma de suas grandes marcas era a humildade. E ele passou isso em todas as suas instituições e regras. Segundo ele, a humildade deve ser a marca de quem se dispõe a ajudar os pobres. Quem ajuda deve se fazer igual ao ajudado, sem ostentação, sem palavras arrogantes, sem superioridade, sem humilhar o pobre.

Homem de grande sabedoria, resumia em pensamentos curtos verdades profundas que seus ouvintes passavam dias a digeri-las. Eia alguns exemplos:

“Não sei quem é mais carente: se o pobre que pede pão ou o rico que pede amor.”

“Ainda que a firmeza seja necessária para atingir o fim a que nos propomos em nossas boas obras, é contudo, necessário empregar muita ternura nos meios.”

“Como ser cristão e ver o seu irmão aflito, sem chorar com ele!? É permanecer sem caridade, é ser cristão de pintura, é não possuir nada de humanidade, é ser pior que os animais.”

Que São Vicente de Paulo nos ajude a enxergar no próximo, especialmente no pobre e no necessitado, a pessoa viva de Jesus Cristo, que disse: “…O que fizestes ao menos dos pequeninos, foi a mim que o fizestes.” Mateus 25.

 

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Vicente AbreuDiretor de programa e roteirista na Tv seculo 21.
Criação, roteiro e direção,  dramaturgia e  campanhas.
Ensino superior: PUCCamp Campinas Filosofia e Teologia
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2 Respostas para São Vicente de Paulo

  1. Sou vicentina gostei muito do que li estava em busca de uma imagem de são vicente e parei para ler algumas informações eram de meu conhecimento outras não. É preciso sempre estar informada para evangelizar.
    Muito bom

  2. Por que vim até aqui?. Não vim, fui trazido. Eram 5:50 horas da manhã do dia 01/03/18. Paro meu carro na porta de uma agência bradesco em alguma cidade na boca do interiorzão do Brasil. Me mantive dentro do carro esperando pela 6hs, hora que eletronicamente os caixas se abrem. Observei que dentro do banco havia um senhor sozinho e sentado fazendo de uma lixeira seu banquinho. Olhei no relógio e já eram 06:08hs. Entrei no banco e dei bom dia àquele senhor. Ele ficou em silêncio e me olhou como que um pouco assustado e continuou sentado. Dirigi-me a um caixa para executar o que eu queria. O irmão continuava sentado. Me veio fugazmente uma leve desconfiança. Fitei-o de relance e vi um rosto de um brasileiro judiado pelo próprio país. Continuei minhas operações no caixa. Detalhe instigante: o caixa ao qual me dirigi era perto dele. De repente ele me diz, o senhor pode me ajudar a sacar um dinheirinho meu?. Eu disse, estou acabando e podemos tentar. Inseriu o cartão e eu perguntei o que o senhor quer fazer? e ele disse sacar o limite. Eu lhe disse está escrito que o limite são R$700,00 e ele disse pois é pode tirar. Coloque sua mão para leitura e ele o fez com a mão fechada. Abri-lhe os dedos e posicionei sua mão. Eu disse pegue rápido o dinheiro antes que a máquina o retroceda. Depois do seu muito obrigado, voltei para casa pensativo. A maior dívida da humanidade para com a humanidade é a educação. Mas o recado maior desta historinha veio do Céu, veio de São Vicente de Paulo. Aquele senhor confiou em mim, eu estava com uma camiseta do Santo…:)

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