Páscoa e os presentes religiosos espirituais

A Páscoa tá aí e os presentes religiosos também!

Depois de dias de muitas reflexões, procissões, missas, jejuns, orações os cristãos católicos, após o Domingo de Ramos, tem uma semana “Santa”, para a espiritualidade. A homenagem a Jesus Cristo, tem seu dia de glória, domingo, quando se comemora a Páscoa.

Festa da renovação. Festa da passagem. Festa do espírito. Da paz. Desses presentes religiosos que espiritualizam.

Ah, mas, porque, Izabel e Márcio estão bem mais ansiosos para essa Páscoa, que se aproxima?…Sabe porque? É que Izabel e o marido Márcio foram convidados para um almoço de Páscoa, a convite de sua cunhada Ziza. Os dois filhos do casal, Robson e Júlia, também vão. Só que, Izabel, quer aproveitar a ocasião para, oferecer de coração, um presente religioso, uma lembrancinha que marque bem o quanto ela ama Ziza e Lúcio, que, além de tudo, são padrinhos de Júlia.

– Os meninos, logo pensaram num ovo, aliás, num ovão recheado. Será que eles imaginam os significados dos ovos?… talvez, não!

No seio do espiritualismo do oriente, a abundância, e a principal ideia representada pelos ovos de chocolate. Entretanto, nem sempre são significados só positivos… Pois, o ovo aparece, igualmente, como um dos símbolos da renovação da vida e, da natureza, no ciclo: vida – morte – renovação-vida… Já, a tradição do ovo de Páscoa, celebrada, em vários países, ilustra a magia da criação divina. É um símbolo que denota renascimentos, ou, renovação do espírito e da vida. Entretanto, toda essa “ontologia simbólica” do ovo perdeu significados na massificação consumista, transformando-o num produto de intensa oferta pascalina! Subtraiu-se, assim, seus significados mais nobres. Mas, cá entre nós, para a criançada e os adolescentes, namoradinhos, amigos, quem está preocupado com os significados dos ovos, ou, com sua ontologia filosófica ou religiosa? Às vezes, até, em pleno sábado de aleluia a criançada já começa a festa. No domingo de Páscoa, aí, então, todos os “regimes” tiram uma pausa. E a Páscoa se transforma em festa para a criançada.

Mas, Izabel que é mais espiritualizada, quer algo que mexa com a interioridade de sua cunhada Ziza.

Ovo, ela acha muito comum e comercial!

– Quem sabe, então, um novo jogo de lençóis ou, de cama, mesa e banho?
Hum, hum, hum,… ainda não está convencendo Izabel, que ainda acha muito convencional e, ela, quer algo que tenha a ver com Páscoa, mas que não seja da massificação digamos… consumista da TV.

Bem, mas, ainda faltam mais de 8 dias; mais de uma semana para pensar, o que dá a Izabel, um tempinho a mais para se “inspirar” quanto ao presente religioso que ela quer dar a cunhada Ziza, tão merecedora do afeto sincero de Izabel.

. Os presentes religiosos de Izabel

Por falar em inspirar, Izabel e Márcio, estimulados por uma imensa curiosidade buscaram mais leitura a respeito da Páscoa… e, maravilharam-se com as riquezas de sentido dessa epopéia religiosa, que é a Páscoa, que tem suas raízes lá atrás, na história, em comemorações postoris, quando da passagem da primavera(nisã), bem antes de se tornar uma das mais importantes datas do judaísmo e, depois, estendendo-se por toda a história do cristianismo católico.

Ficaram sabendo que, Páscoa, em hebraico é chamada de “pessach”, que significa “passar por cima”. É uma referência da Torá, sobre o anjo do Senhor que, ao levar a décima praga ao Egito, “passou por cima das casas dos israelitas e, desse modo, só os primogênitos egípcios morreram, e o povo de Deus”, que, libertado por Moisés, chegaria a Terra Prometida (Terra Santa).
O sentido de “libertação” foi mantido pelos cristãos que, viram na ressurreição de Cristo o mesmo sentido, conforme Ele mesmo, havia prometido.

Izabel e Márcio que não conheciam toda a história e nem o simbolismo tão importante da Páscoa, quiseram saber mais, mesmo porque, é uma história que congrega outros significados religiosos na relação “homem Deus”.

Pois, Cristo, quando, de seu próprio sacrifício, uniu história e tradição judias numa mesma Páscoa. Na Santa Ceia ofereceu-se como o cordeiro, do qual, o “outro” (ovelha, cordeiro) de carne e osso, passaria a ser apenas figuração simbólica. Talvez, seja este, um dos maiores gestos simbólicos de Cristo, sabendo de antemão, que iria para o sacrifício, para libertar o homem do pecado. Estabeleceu-se aí, a Nova Aliança, na verdade, um revival da Aliança do povo de Israel na Terra Santa, com Deus. Os primeiros ritos de sacrifício religioso recaíam sobre seres humanos: o primogênito, um da tribo, um escravo, um estrangeiro, um prisioneiro…

Um dia Deus fez o maior “teste de fidelidade”, com Abraão, que concordou em oferecer seu filho único, Isaac, em holocausto. Mas, como era apenas uma “prova”, Deus não permitiu esse sacrifício religioso, assim como, os demais sacrifícios com seres humanos. Mas, os antigos povos, mesmo entre as tribos de Israel, continuavam a sacrificar animais, como demonstração das “obras a Deus” – sacro oficio – donde vem o palavra sacrifício. Porém, Jesus Cristo, com seu gesto, transformou o “pão em carne, o vinho em sangue”, comido e bebido por ele na Santa Ceia, oferecendo uma nova simbologia, como o novo Cordeiro.

Hoje, simbolizado na igreja católica, pela Hóstia.

– Você imaginava que a Páscoa tinha tanto significados, Márcio?
– Puxa! Sempre respeitei, Izabel, porque minha avó, que acompanhava, não só as passagens bíblicas, mas, também, missas e, até participava de procissões, contava-nos sobre todo o significado do Domingo de Ramos, semana Santa, da Sexta-Feira Santa, da ressurreição e da Páscoa. Sabe, a gente precisava voltar a acompanhar mais essa tradição divina!

Vê, que interessante Márcio! Tudo começou lá, nos primórdios da religião, onde Deus interveio para que, Israel, através de Moisés, libertasse seu povo da escravidão, no Egito. E que de uma forma tão simbólica, Jesus Cristo se ofereceu, também, para que o homem hoje, possa usufruir uma “renovação religiosa espiritual”…

Puxa! Sabe que me veio uma inspiração, Márcio! Quando a gente fala em “renovação”, vem-nos, à mente, “vida”. Para os milhões de pessoas, principalmente jovens e crianças, o comércio, no mundo inteiro oferece… ovos, ovos de Páscoa! O coelho da Páscoa que significa “multiplicação”, que não deixa de ser uma motivação festiva, esfuziante, alegre, e que, não deixa de ter um “elo” com a mensagem de Jesus, que disse: “Quero que vocês todos tenham vida/ E vida em abundancia”.

– Claro, Márcio, que Jesus Cristo ficaria muito mais feliz se todos os humanos se irmanassem e comungassem o espírito da Renovação Pascal, e com o sentido religioso espiritual, vindo primeiro.
– E, foi aí que Izabel parou e…
– Ah, já sei que tipo de presente vai preencher minhas intenções e, tenho certeza que Ziza e Lúcio vão adorar: para a Ziza, vou dar uma Crua da Terra Santa, que é uma jóia religiosa lindíssima e, para o Lúcio um escapulário.

Eles são muito religiosos e, quem não quer algo que lhe traga proteção espiritual religiosa por toda a vida?

Bem, Izabel que tem um carinho muito especial por Ziza, sua cunhada, e por seu irmão Lúcio – afinal, sempre que eles precisam, lá estão os dois prontos e prestativos e, vice-versa, encontraram a inspiração para o mais apropriado presente religioso de Páscoa.

Aliás, não existe outra data festiva tão própria para se dar de presentes religiosos, artigos religiosos católicos, como Páscoa e, o Natal, e que são tão sugestivos, quanto: santinhos, imagens, escapulários, crucifixos, correntes, medalhinhas, jóias religiosas, broches, capelinhas. Todos têm muito a ver com a Páscoa e, com todos seus significados.

Com certeza, será o mais doce significado espiritual, para Ziza e Lúcio. Já, para as crianças, Páscoa sem ovos e chocolates é um pecado imperdoável!

Fonte: T. Rantô Rochar (Redator Cultural/Compositor) – Formado em Comunicação e Marketing pela ESPM – SP. 74 – Curso de Filosofia, Marketing Fundamental.É autor da Obra Musical no “Canto dos Santos”.

 

 

 

Share Button

Deixe um comentário

Seu email não será publicado. Campos com * são obrigatórios