Milagres de Lourdes: desafio constante para a ciência

Mais de 2 mil casos de curas ocorridas em Lourdes são inexplicáveis cientificamente!

A maneira de agir da Igreja diante fenômenos extraordinários é sempre de prudência. Em
Lourdes não foi diferente. Apenas 12 dias após a última aparição, Dom Laurence, o bispo
diocesano, nomeou uma comissão incumbida de estudar os fatos acontecidos. Este foi o
começo daquilo que é conhecido hoje como Bureau Médico de Lourdes.

Desde a instalação do Bureau Médico, mais de 2 mil casos de curas foram atestadas pelos
médicos como impossíveis de acontecer naturalmente e inexplicáveis do ponto de vista
científico.

O Bureau Médico é formado por médicos cristãos e não cristãos. Em seus estudos eles
procuram saber se a cura tem explicação natural ou não. Quando encontram alguma forma de
explicação, a cura é descartada. Apenas as curas inexplicáveis são consideradas.

E tem mais: as curas atestadas como inexplicáveis pelo Bureau Médico de Lourdes são
encaminhadas para uma “segunda instância” de análise: o Comitê Médico Internacional de
Lourdes — CMIL. Este comitê é independente do de Lourdes, não fica em Lourdes e tem a
missão de reavaliar todos os dados fornecidos pelo Bureau.

Somente após a análise minuciosa deste segundo Comitê, e se este declarar que determinada
cura foi realmente inexplicável, é que é que a Igreja proclama o fato como milagre. Assim, dos
2 mil casos declarados inexplicáveis cientificamente pelo Bureau Médico de Lourdes, apenas
66 foram declarados como milagre pela Igreja, depois de passarem pelo CMIL.

Esta duas instâncias médicas estudam os fatos apenas do ponto de vista científico. A eles não
cabe entrar em análises espirituais ou religiosas. Eles buscam apenas verificar se o fato tem
alguma explicação ou não.

Vejo nessa maneira de agir da Igreja algo sensacional. Se apenas 1 caso tivesse sido
investigado por duas instâncias científicas independentes e declarado como “inexplicável”, isso
já seria um trunfo maravilhoso. Pense: algo absolutamente inexplicável pela ciência aconteceu
quando alguém se banhou nas águas de Lourdes. Isso quer dizer que o sobrenatural, o
celestial, que Deus esteve presente ali.

Porém, são 66 casos declarados na segunda instância e mais de 2 mil na primeira instância!
Isso sem contar aqueles casos de pessoas que são curadas e não se apresentam ao Bureau
de Lourdes. Muitos nem sabem que este Bureau existe. Assim, presume-se que o número de
verdadeiros milagres seja muito maior do que os conhecidos oficialmente.

Outro aspecto interessante na análise dos dois grupos de cientistas são os critérios que os
orientam. Eles foram estabelecidos pelo Papa Bento XIV, quando ele era ainda o Cardeal
Prospero Lambertini. Esses critérios orientam até os hoje os casos de cura que são estudados
para beatificação e canonização. Para que uma cura seja considerada “milagre” é preciso:

1. Que a doença seja grave e impossível ou difícil de ser curada.
2. Que a doença não esteja numa fase em que vai começar a diminuir.
3. Que não tenham sido tomados medicamentos, ou que estes não tenham
causado efeito.
4. Que a cura seja súbita ou instantânea.

5. Que a cura seja perfeita.
6. Que a cura não seja precedida de uma “vazão” notável ou de uma crise.
7. Que a doença não volte mais.

Há casos de milagres como curas de paralisia infantil e muitas outras totalmente impossíveis
de acontecer tanto de maneira natural quanto pela medicina. Estes são os verdadeiros
milagres. Eles têm a assinatura de Deus.

Porém, o maior de todos os milagres que acontecem em Lourdes são as curas da alma, as
conversões. Com efeito, diante das curas físicas, e mesmo diante do clima de oração e de
sobrenatural que existe em Lourdes, muitos reconhecem o poder de Deus e a intercessão da
Virgem Maria. Assim, mudam de vida e passam a seguir o caminho da fé, do amor e do céu.

Que Nossa Senhora de Lourdes interceda por nós a grande graça que é este milagre da
conversão, o maior de todos os milagres.

 

Medalha de São José        Medalha de São José        Medalha de São José

 


 

Vicente Abreu

Diretor de programa e roteirista na Tv seculo 21.
Criação, roteiro e direção,  dramaturgia e  campanhas.
Ensino superior: PUCCamp Campinas Filosofia e Teologia
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